segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Biblioteca plantando sementes de conscientização e incentivo a leitura

Essa postagem é muito especial para nós da Biblioteca. Ela mostra que nosso trabalho está sendo cultivado no coração dos pequeninos moradores de nossa comunidade. 

No dia 06 de novembro de 2017, Kauã, leitor e frequentador da biblioteca nos presenteou com a doação de um livro do seu acervo pessoal. Sua atitude nos surpreendeu e decidimos realizar uma entrevista com ele perguntando sobre o que o motivou a doar o livro, além de nos contar um pouco do seu hábito de leitura. Confira!



Entrevistador: O que te fez doar esse livro para a biblioteca?

Kauã: Eu doei porque eu acho bem legal outras pessoas também saberem sobre parlendas e também se envolverem com as histórias. Porque muita gente não gosta de ler, tem livro em casa e não gosta de ler, rasga os livros, então eu pensei em doar para a biblioteca. E também todo mundo da minha família já leu esse livro. Todo mundo já conhece essas parlendas.

Entrevistador: Por que você não quis ficar com o livro guardado em casa?

Kauã: Porque se eu deixasse em casa ninguém mais ia ler. Todo mundo não ia querer mais. Ia ficar sujo. Então eu resolvi doar pra cá pra outra criança ler. É importante também para elas.

Entrevistador: Por que você vem a biblioteca?

Kauã: Eu venho na segunda, na terça e na quarta-feira. Eu venho pra ler e me divertir também e pra aprender mais um pouquinho. 

Entrevistador: Porque é importante visitar uma biblioteca?

Kauã: É importante porque quando eu crescer eu vou trabalhar e talvez eu não tenha tempo de vir.

Entrevistador: Que tipo de livro tu gosta de ler?

Kauã: Eu gosto de ler gibis e fábulas. Acho que gosto de romance também. Eu gosto mais juvenil.

Entrevistador: Tu lembras de algum livro que tu leste recentemente aqui na biblioteca e que tu gostou?

Kauã: Foi o gibi da Turma da Mônica Jovem que fala do casamento da Mônica e do Cebolinha. Ficou na minha cabeça porque eu achei estranho a Mônica e o Cebolinha se casarem, porque quando eles eram pequenos não se batiam muito bem.

Entrevistador: Quer deixar algum recado pra o pessoal que visita o blog?

Kauã: Saibam que é importante ler, porque quando a gente lê a gente viaja pra lugares que a gente nem imaginava. Tipo, um livro de contos de fadas, a gente se imagina lá. É bem legal.

É por esses e outros motivos que seguimos em frente com o sonho de mudar o mundo através da leitura.

Kauã e seu livro doado 




  







segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cidadão Digital: Uma parceria entre instituições

Crianças recebendo apostilas do curso
Projeto Cidadão Digital oferece curso de informática e telecomunicações para crianças e famílias carentes assistidas pela Sociedade São Vicente de Paulo. Este projeto é coordenado pela Conferência Nossa Senhora dos Remédios em parceria com a nossa instituição. O objetivo é trazer às famílias carentes da comunidade a oportunidade de uma formação profissional, a qual possibilita tanto a inserção no mercado de trabalho a partir da qualificação, quanto a melhoria da autoestima dos alunos.

Sala de aula de informática
As aulas tiveram início no dia 18 de outubro e contam com a colaboração de voluntários cadastrados na plataforma Transforma Recife, site de voluntariado.
No momento, contamos com ajuda de Maurício Leite Freire, estudante de Redes de computadores e Andressa Karla Luna, estudante de Sistemas de informação, ambos  cadastrados na plataforma. 

Para Maurício, dar aulas de informática para crianças está sendo “uma experiência divertida e nova”, já que ele nunca havia tido uma turma para ensinar. Sobre o trabalho voluntário Andressa afirma “é diferente quando ensinamos algo que é simples para nós e não tão simples para as pessoas. É bom poder ajudar.”     

O curso já tem uma turma de cerca de 10 crianças assíduas. Recolhemos depoimentos de algumas delas sobre essa nova experiência e oportunidade.

Kalyne, 11 anos – “Eu estou amando as aulas porque a gente pode aprender mais sobre várias coisas que a gente não sabia. Salvar arquivos e várias coisas.”

Kauã, 12 anos – “Eu não sabia o que era desktop, não sabia que era o mesmo que área de trabalho. É bem legal e é uma coisa que a gente pode participar. É uma oportunidade.”

Kemilly, 13 anos – “É importante o curso porque a gente aprende e ainda pode ensinar outras pessoas.”  



Além desse projeto, também é realizado curso de corte e costura para os interessados em aprender uma nova profissão.